Manaus promove Dia D de vacinação contra sarampo após confirmação de casos no Amazonas

A Prefeitura de Manaus realiza neste sábado (7) o Dia D de vacinação contra o sarampo, com atendimento em dez Unidades de Saúde da Família (USFs). A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e evitar a circulação do vírus na capital, diante da confirmação de 23 casos da doença no Amazonas nos últimos dois meses, na região do Alto Solimões.
A campanha é direcionada a crianças, jovens e adultos que ainda não receberam as doses recomendadas ou estão com o esquema de imunização incompleto. De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, pessoas de um a 29 anos devem ter duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de pelo menos uma dose. Trabalhadores da saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Manaus não tem registro de casos suspeitos ou confirmados neste momento. A secretária Shádia Fraxe alerta que a proximidade com municípios onde há circulação do vírus aumenta a necessidade de prevenção.

Locais e horários de vacinação

Sete unidades funcionarão das 7h às 11h, neste sábado:

  • Zona Leste: USF Dr. José Amazonas Palhano, na rua Antônio Matias, São José 1; e USF Maria Leonor Brilhante, na avenida Autaz Mirim, Tancredo Neves.
  • Zona Norte: USF Major PM Sálvio Belota, na rua João de Montefusco, nº 786, Santa Etelvina; USF Balbina Mestrinho, na rua Major Silvério J. Nery, nº 17, Núcleo 3, Cidade Nova 2; e USF Áugias Gadelha, na rua Maria da Glória Santos, nº 218, Cidade Nova.
  • Zona Sul: USF Dr. José Rayol dos Santos, na avenida Constantino Nery, conjunto Chapada, Flores; e USF Rosa Pereira de Almeida, na rua Benedito, Morro da Liberdade.
  • Zona Oeste: USF Deodato de Miranda Leão, na avenida Presidente Dutra, Glória.

Outras duas unidades terão atendimento ampliado, das 8h às 17h, no sábado e no domingo (8):

  • Zona Norte: USF Carmen Nicolau, na rua Santa Tereza D’Ávila, Lago Azul.
  • Zona Oeste: USF Leonor de Freitas, na avenida Brasil, Compensa 2.

Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação, CPF ou Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS). A caderneta de vacinação também deve ser levada, se estiver disponível.

Cobertura vacinal

Dados da Semsa apontam que Manaus alcançou 99% de cobertura na primeira dose da vacina contra o sarampo em crianças de até um ano. Já a segunda dose chegou a 83,71% até outubro de 2026, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

As vacinas tríplice viral e tetraviral estão disponíveis durante todo o ano nas mais de 170 salas de vacinação da rede municipal. Para crianças, a primeira dose da tríplice viral é indicada aos 12 meses, enquanto a segunda, com a vacina tetraviral, deve ser aplicada aos 15 meses.

A orientação também é que pessoas com viagem programada para regiões com circulação do vírus verifiquem a situação vacinal. Entre os países que registraram casos ou surtos recentes estão Canadá, Estados Unidos, México, Bolívia, Peru e Paraguai.

Casos no Amazonas

Conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), entre 1º de setembro e 3 de novembro foram identificados casos de sarampo em Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Tabatinga. Os pacientes são brasileiros e peruanos, incluindo indígenas dos povos Kokama e Mayuruna.

A fundação informa que 83% dos casos confirmados no estado ocorreram em pessoas que não estavam vacinadas.

Manaus teve seu último caso autóctone, ou seja, de transmissão local, em 2018, durante um surto que registrou mais de sete mil notificações. Nos anos seguintes, foram identificados dez casos importados: três em 2019 e sete em 2020.

Sintomas e orientações

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Entre os principais sintomas estão febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.

Pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas, especialmente acompanhadas de sintomas respiratórios, devem procurar atendimento médico e informar à equipe sobre viagens recentes ou contato com pessoas que tiveram sintomas semelhantes.

Durante a suspeita, a recomendação é evitar contato com outras pessoas e utilizar máscara no deslocamento até a unidade de saúde. O isolamento deve ser mantido até quatro dias após o aparecimento das manchas, conforme orientação dos profissionais.

A doença pode provocar complicações como pneumonia, infecções respiratórias e encefalite. Crianças pequenas, gestantes e pessoas com imunidade comprometida estão entre os grupos com maior risco de agravamento.

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