Maternidade Balbina Mestrinho inaugura espaço para acolher mulheres indígenas em Manaus

A Maternidade Balbina Mestrinho, na zona sul de Manaus, passou a contar com um espaço de acolhimento exclusivo para mulheres indígenas. A Casa de Apoio foi inaugurada nesta terça-feira (27) pelo governador Roberto Cidade e tem capacidade para receber até 14 pacientes simultaneamente, com funcionamento 24 horas por dia.

A estrutura foi planejada para oferecer condições adequadas de descanso e permanência às mulheres que precisam ficar na capital durante o atendimento materno, respeitando costumes e práticas culturais dos povos originários.

O espaço conta com redes para descanso e áreas reservadas que permitem às usuárias preparar seus próprios alimentos, conforme as normas de funcionamento do local. A maternidade atende, em média, de 10 a 12 mulheres indígenas por mês, embora a demanda varie ao longo do ano.

Acolhimento e respeito à diversidade cultural

A criação da Casa de Apoio partiu da equipe de Serviço Social da maternidade, que identificou a necessidade de adaptar o ambiente às particularidades culturais das pacientes indígenas. As assistentes sociais serão responsáveis pelo acolhimento e pelas orientações sobre as regras de convivência e utilização do espaço.

Entre as mulheres atendidas está Eloá Cardoso, indígena da etnia Sateré-Mawé, que veio de Parintins, município localizado a cerca de 369 quilômetros de Manaus. Ela relatou ter recebido assistência durante sua permanência na maternidade e destacou o atendimento dos profissionais.

A inauguração contou com a participação da primeira-dama do Amazonas e presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), Thaisa Cidade, e do secretário estadual de Saúde, Luis Alberto Saraiva.

A Casa de Apoio busca oferecer mais privacidade e autonomia às mulheres indígenas durante o período de atendimento, incluindo o acompanhamento até que elas e seus bebês possam retornar às comunidades de origem.

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