
A estiagem mantém dois municípios do Amazonas em situação de emergência e outros 16 em estado de alerta. Segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (2/9), Benjamin Constant e São Paulo de Olivença são as localidades que enfrentam o nível mais elevado de impacto provocado pela seca.
Na situação de alerta estão Amaturá, Atalaia do Norte, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tonantins.
Outros sete municípios aparecem em situação de atenção: Apuí, Barcelos, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Ao todo, 37 municípios permanecem em situação considerada normal.
O levantamento foi elaborado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, com informações da Defesa Civil do Amazonas sobre os efeitos da estiagem no estado.
Distribuição de água
Como parte das ações de enfrentamento, a Defesa Civil informou que já encaminhou, em 2026, 152 kits de purificação de água para 24 municípios. A iniciativa é voltada principalmente a comunidades ribeirinhas e localidades que enfrentam dificuldades de abastecimento durante períodos de cheia ou seca.
Também foram distribuídas 92 caixas d’água com capacidade para 500 litros, destinadas ao armazenamento de água nas comunidades atendidas.
Entre os municípios que receberam os purificadores estão Amaturá, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Jutaí, Maraã, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Urucará e Urucurituba, entre outros.
Assistência humanitária
A Defesa Civil também informou o envio de 33 mil cestas básicas a municípios amazonenses ao longo deste ano. A quantidade corresponde a aproximadamente 759 toneladas de alimentos destinados a famílias afetadas por eventos climáticos e hidrológicos.
As medidas integram as ações de preparação e resposta do Governo do Amazonas diante dos períodos de estiagem e outros eventos ambientais. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento dos municípios e garantir assistência às comunidades consideradas mais vulneráveis.