
A decisão da Fifa de suspender a punição do atacante norte-americano Folarin Balogun provocou forte reação no futebol internacional e abriu uma nova crise durante a Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (6), a Uefa classificou a medida como “sem precedentes” e afirmou que a entidade máxima do futebol “cruzou uma linha vermelha” ao rever a suspensão do jogador após uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após revisão do árbitro de vídeo (VAR), o que resultaria em suspensão automática por uma partida. No entanto, a Fifa decidiu manter o cartão vermelho no histórico do atleta, mas suspender o cumprimento da punição em caráter probatório, permitindo que ele enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final.
A decisão gerou críticas de dirigentes, técnicos e ex-jogadores. A Uefa afirmou que mudanças em sanções disciplinares por fatores externos comprometem a integridade das competições e colocam em dúvida a aplicação das regras. A Federação Belga de Futebol também contestou a medida, enquanto nomes como Jürgen Klopp, Thomas Tuchel e o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter manifestaram preocupação com os impactos da decisão para a credibilidade do futebol.
O episódio ampliou o debate sobre a independência das entidades esportivas e a influência política nas competições internacionais. Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre as críticas nem comentou a repercussão envolvendo o pedido feito por Donald Trump ao presidente da entidade, Gianni Infantino.