
O conflito entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo e perigoso capítulo neste domingo (28), após forças iranianas lançarem mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein. A ofensiva ocorreu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar eliminar a liderança iraniana caso Teerã não cumpra um acordo provisório de paz firmado para encerrar a guerra.
Em resposta aos ataques, as defesas aéreas do Kuwait e do Bahrein foram acionadas. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou a autoria da operação e afirmou que a ação é uma resposta às recentes ofensivas americanas, acusando Washington de violar o cessar-fogo. Segundo autoridades dos EUA, não houve registro de mortes nem de danos significativos às bases atingidas, embora a situação permaneça em desenvolvimento.
A escalada ocorre em meio ao colapso das negociações diplomáticas conduzidas nas últimas semanas. O governo iraniano afirmou que os novos ataques americanos interrompem qualquer possibilidade de diálogo, enquanto Trump voltou a endurecer o discurso, dizendo que, se necessário, os Estados Unidos concluirão militarmente a operação iniciada no fim de fevereiro.
A tensão também se estende ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo e gás. O Irã mantém forte controle sobre a região e voltou a atacar embarcações comerciais, provocando novas ações militares dos EUA contra instalações de vigilância e defesa iranianas. O temor de uma interrupção no fluxo de energia reacendeu preocupações no mercado internacional.
Paralelamente, Israel informou ter realizado ataques contra integrantes do Hezbollah no sul do Líbano, aumentando o risco de ampliação do conflito para outras frentes no Oriente Médio. Apesar dos esforços de mediação e de acordos de cessar-fogo anunciados nas últimas semanas, os confrontos seguem se intensificando, elevando o temor de uma guerra regional de maiores proporções.