
A BR-319 voltou ao centro das decisões judiciais nesta terça-feira (28), após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspender a liminar que havia interrompido os serviços de manutenção na rodovia. Com a nova decisão, os processos licitatórios do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foram restabelecidos imediatamente.
A determinação foi assinada pela presidente do TRF1, desembargadora Maria do Carmo Cardoso. No entendimento da magistrada, a paralisação poderia causar prejuízos relevantes ao interesse público, afetando a economia regional, a logística de abastecimento e a segurança da população do Amazonas.
Com isso, seguem confirmados os pregões previstos para quarta-feira (29) e quinta-feira (30), na B3, em São Paulo. O pacote de obras envolve cerca de R$ 678 milhões e contempla intervenções para melhorar as condições de tráfego em pontos considerados críticos da estrada.
A BR-319 é vista como rota estratégica para a conexão terrestre entre Manaus e o restante do país, especialmente em períodos de seca severa, quando rios enfrentam redução no nível e impactam o transporte de cargas. Por isso, o tema costuma mobilizar setores políticos e econômicos do estado.
Mesmo com a liberação, o debate sobre a rodovia permanece aberto, reunindo discussões sobre infraestrutura, desenvolvimento regional e preservação ambiental. Novos questionamentos judiciais ainda não estão descartados.









