Reunião entre Lula e Trump marca nova rodada de negociações entre Brasil e EUA

Foto Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou nesta quinta-feira (7) uma reunião de cerca de três horas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro foi seguido de almoço oficial e reuniu ministros e representantes dos dois governos.

Inicialmente, estava prevista uma declaração conjunta no Salão Oval, mas o plano foi alterado. A expectativa é que Lula converse com jornalistas ainda nesta tarde na embaixada brasileira na capital norte-americana.

Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a reunião como “muito produtiva” e afirmou que diversos temas foram discutidos entre os dois líderes, incluindo comércio bilateral e tarifas econômicas. Segundo o presidente norte-americano, novas reuniões entre representantes dos dois países já estão previstas para os próximos meses.

A agenda entre Brasil e Estados Unidos incluiu debates sobre combate ao crime organizado, cooperação internacional, minerais críticos e questões geopolíticas. A reunião ocorre em meio a uma fase de tensões comerciais entre os dois países, iniciada após medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No mês passado, os governos brasileiro e norte-americano anunciaram um acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê compartilhamento de informações sobre apreensões alfandegárias e investigação conjunta de rotas e organizações criminosas.

Participaram da comitiva brasileira ministros das áreas de Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Desenvolvimento e Minas e Energia, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos enfrentam impasses desde 2025, após o governo Trump impor tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. O tema gerou reações diplomáticas do governo brasileiro e chegou a ser levado à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Apesar das divergências, os dois países vêm mantendo negociações para reduzir barreiras comerciais e evitar novos impactos econômicos. No fim de 2025, os Estados Unidos chegaram a flexibilizar parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros, embora setores estratégicos continuem sujeitos a taxas elevadas.

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