
A OTAN afirmou neste sábado (2) que segue em contato com os Estados Unidos para entender os detalhes da decisão do presidente Donald Trump de retirar 5 mil soldados americanos da Alemanha. A medida reacendeu debates sobre segurança europeia e fortalecimento militar dentro da aliança.
Em nota divulgada pela porta-voz Allison Hart, a OTAN destacou que continua confiante em sua capacidade de garantir dissuasão e defesa coletiva. Segundo ela, o movimento reforça a transição para uma Europa com maior capacidade militar dentro de uma aliança também mais fortalecida.
A retirada foi anunciada pelo Pentágono na sexta-feira (1º) e deve ocorrer entre seis e doze meses. Atualmente, a Alemanha abriga cerca de 35 mil militares americanos e funciona como principal base operacional dos EUA no continente europeu.
Mesmo diante da redução do contingente, a OTAN sinalizou que a estrutura defensiva do bloco permanece sólida. A aliança tem incentivado os países membros a ampliar investimentos militares e dividir de forma mais equilibrada os custos da segurança regional.
A decisão americana ocorre em meio a divergências diplomáticas recentes entre Washington e Berlim, envolvendo posições sobre a guerra no Irã e disputas comerciais entre EUA e Europa. As tensões aumentaram após declarações do chanceler alemão Friedrich Merz criticando negociações conduzidas por Washington.
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio pode acelerar o processo de reestruturação militar europeia. Para a OTAN, o momento exige coordenação entre aliados e reforço da capacidade estratégica do continente sem comprometer a unidade do bloco.