
A Petrobras planeja investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. O montante representa 37,5% dos recursos que a companhia pretende direcionar à exploração de novas áreas no período e coloca a região entre as principais frentes da estatal para ampliar suas reservas de petróleo e gás.
O planejamento inclui áreas da costa brasileira e prevê novas perfurações na região da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. Três poços, no entanto, ainda dependem de autorização ambiental para que as atividades possam começar.
O processo de licenciamento é conduzido pelo Ibama, que analisa informações complementares apresentadas pela Petrobras. Entre os pontos avaliados estão medidas de proteção da fauna marinha, procedimentos para situações de emergência e estudos relacionados aos possíveis efeitos acumulados da atividade de exploração.
A autorização ambiental é uma das principais etapas antes do início das novas perfurações. Enquanto o processo não for concluído, os três poços permanecem sem autorização para operação.
A expansão da exploração na Margem Equatorial também é acompanhada por organizações ambientais e comunidades que vivem no litoral do Amapá. As preocupações envolvem possíveis impactos sobre ecossistemas marinhos, manguezais e áreas utilizadas por comunidades tradicionais, especialmente aquelas que dependem da pesca para geração de renda e alimentação.
A região é considerada estratégica pela Petrobras diante da necessidade de ampliar e renovar as reservas brasileiras. A empresa incluiu a Margem Equatorial em seu planejamento de exploração justamente pela possibilidade de encontrar novas áreas produtoras, em um momento de busca por fontes que possam sustentar a produção nacional nas próximas décadas.
O Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos totais de US$ 109 bilhões pela Petrobras. Desse valor, US$ 7,1 bilhões serão destinados especificamente às atividades de exploração, incluindo a perfuração de novos poços e a avaliação de áreas com potencial para produção de petróleo e gás.
A definição sobre os próximos passos na costa do Amapá dependerá, portanto, da conclusão do licenciamento ambiental. A Petrobras mantém os investimentos previstos no planejamento, enquanto o Ibama segue responsável pela análise das condições ambientais e de segurança necessárias para autorizar as novas perfurações.