
A guerra iniciada após ataques ao Irã se ampliou nas últimas semanas e passou a envolver diversos países do Oriente Médio, transformando o conflito em uma das maiores escaladas militares recentes da região. A ofensiva começou em 28 de fevereiro, após bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.
Os ataques atingiram instalações militares e estruturas estratégicas, além de provocarem a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A ofensiva também provocou destruição em áreas urbanas de Teerã, incluindo o bombardeio de uma escola, episódio que ampliou a tensão internacional.
Em resposta, o Irã lançou ataques retaliatórios contra bases militares dos Estados Unidos espalhadas pela região e também contra alvos civis em países aliados de Washington. Teerã também anunciou o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, aumentando o risco de impacto no mercado energético mundial.
O conflito ganhou novos desdobramentos quando o grupo Hezbollah intensificou ataques contra Israel, o que levou a novos bombardeios em território do Líbano, incluindo áreas da capital Beirute. A escalada abriu um novo front de combate na região.
Além dos países diretamente envolvidos, várias nações do Golfo passaram a ser atingidas ou impactadas pela guerra. Entre elas estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Omã e Arábia Saudita, que abrigam bases militares americanas e instalações estratégicas consideradas alvos potenciais por Teerã.
Outros países também registraram episódios ligados ao conflito, como Iraque e Jordânia, que possuem presença militar estrangeira, além de Chipre e Azerbaijão, atingidos por ataques com drones nas últimas semanas.
A guerra entra agora na terceira semana com sinais de ampliação do teatro de operações e crescente preocupação internacional com a possibilidade de uma escalada regional ainda maior, envolvendo potências militares e ameaçando rotas estratégicas de energia e comércio global.