Fumaça volta a cobrir Manaus e qualidade do ar chega a nível muito ruim

Manaus voltou a registrar concentração elevada de fumaça na manhã desta quarta-feira (7), com sensores apontando níveis classificados como “muito ruins” em diferentes pontos da capital. Os dados são do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Por volta das 7h30, o sensor instalado no Parque 10 registrou 75,1 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³). Cerca de meia hora depois, os equipamentos instalados no Armando Mendes e no Coroado apontaram média de 51 µg/m³. Em Careiro da Várzea, o índice chegou a 71,8 µg/m³.

O monitoramento considera as partículas PM2,5, que possuem tamanho reduzido e podem permanecer suspensas na atmosfera, chegando a regiões profundas do sistema respiratório. Quanto maior a concentração, mais elevada é a preocupação com os efeitos da poluição sobre a qualidade do ar.

Segundo a classificação utilizada pelo Selva, índices entre 0 e 25 µg/m³ são considerados de boa qualidade. A partir desse nível, o ar passa por categorias de maior concentração de partículas, chegando à classificação de muito ruim.

Estiagem favorece concentração de fumaça

O episódio ocorre durante o período de estiagem no Amazonas, quando temperaturas elevadas, baixa umidade e a ocorrência de queimadas podem favorecer a concentração de poluentes na atmosfera.

Em setembro, o Amazonas registrou aumento nos focos de calor, cenário que contribui para a presença de fumaça em diferentes áreas do Estado.

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