Energia Elétrica, saúde mental e atendimento a pessoas com TEA entram em debate na CMM

A prestação do serviço de energia elétrica em Manaus voltou a ser discutida nesta terça-feira (22), durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Além das reclamações sobre interrupções no fornecimento, os vereadores avaliaram a possibilidade de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar e fiscalizar o serviço na capital.

Durante os pronunciamentos, foram citados problemas registrados em condomínios da zona Norte, entre eles Lago Azul, Paraíso, Felicidade, Harmonia, Vida Nova, Liberdade, Violeta e Vila Jasmin. Conforme os relatos apresentados na sessão, moradores dessas localidades estariam mobilizando assinaturas para solicitar explicações sobre as quedas de energia.

O período de temperaturas elevadas também foi mencionado como fator que aumenta a preocupação com a regularidade do fornecimento. Os parlamentares defenderam ainda que a população seja comunicada com antecedência sobre manutenções, substituições de equipamentos e demais intervenções que possam resultar em desligamentos.

Outro ponto levantado foi o impacto financeiro das tarifas. Os debates incluíram questionamentos sobre o valor das contas e sobre os procedimentos adotados em casos de corte de energia por atraso no pagamento.

Saúde mental nas escolas

A necessidade de ampliar o atendimento em saúde mental também esteve entre os assuntos tratados na sessão. Os debates abordaram a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas, tanto para acompanhar estudantes quanto para oferecer suporte aos profissionais da educação.

A discussão teve como referência a Lei Federal nº 13.935/2019, que estabelece a oferta de serviços de psicologia e assistência social nas redes públicas de educação básica. Também foram mencionadas iniciativas específicas de prevenção e acompanhamento e a ampliação dos serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Família pede justiça por morte de estudante

A sessão também contou com a presença de familiares de Iago Victor Nascimento Colares, estudante de psicologia de 25 anos que morreu após ser agredido em Manaus, no dia 7 de setembro.

A mãe do jovem, Tatiana Colares, participou do Grande Expediente e pediu justiça pela morte do filho. Segundo informações apresentadas pela família, Iago tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), nível 2 de suporte, e TDAH.

De acordo com os familiares, o estudante havia saído para comemorar a contratação para um novo emprego e iniciaria as atividades depois do feriado da Independência. Durante o pronunciamento, Tatiana também defendeu maior respeito e inclusão para pessoas neurodivergentes.

Atendimento a pessoas com TEA no interior

As dificuldades enfrentadas por famílias de pessoas com transtorno do espectro autista no interior do Amazonas também foram discutidas pelos vereadores. Parintins foi citado como um dos municípios onde há demanda por serviços especializados.

Entre as propostas apresentadas está a instalação de um Centro Regional de Atendimento às Pessoas com TEA em Parintins, com profissionais de diferentes áreas. Outra sugestão envolve a formação de uma rede estadual de diagnóstico e acompanhamento para ampliar a oferta de serviços especializados fora de Manaus.

Os debates também incluíram medidas de suporte às famílias e ações para ampliar a inclusão de pessoas com TEA no ambiente escolar e em outros espaços de convivência social.