
Disputa pelo controle do Congresso
Neste ciclo eleitoral, estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. Os eleitores também votarão em propostas locais sobre temas como regras eleitorais e acesso ao aborto.
Os democratas tentam recuperar a maioria nas duas casas do Congresso. Na Câmara, precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras para alcançar os 218 assentos necessários. Atualmente, os republicanos têm 218 representantes, enquanto os democratas ocupam 214 vagas.
No Senado, os republicanos possuem 53 das 100 cadeiras. Os democratas e independentes alinhados ao partido somam 47. Para alcançar a maioria de 51 assentos, a oposição precisa conquistar quatro vagas.
As projeções apontam uma disputa competitiva, com os democratas em posição favorável na corrida pela Câmara. No Senado, a disputa é considerada mais apertada.
Economia e política externa no centro do debate
O custo de vida está entre as principais preocupações dos eleitores. A alta nos preços de combustíveis, alimentos, saúde e moradia influencia a avaliação do governo. O prolongamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também pressiona a economia e amplia as críticas à política externa de Trump.
Os democratas responsabilizam, entre outros fatores, as tarifas comerciais pelo encarecimento de produtos. Já os republicanos defendem o endurecimento das medidas de controle migratório como uma das principais ações da atual administração.
A regulamentação da inteligência artificial também ganhou espaço nas discussões eleitorais.
Impacto sobre o governo
As eleições de meio de mandato acontecem a cada dois anos, entre as disputas presidenciais, e funcionam como uma avaliação da administração em exercício. Não há votação para presidente, mas o resultado pode alterar a capacidade do governo de aprovar projetos e implementar sua agenda.
O Congresso é responsável por elaborar e aprovar leis federais, além de fiscalizar o Poder Executivo. Uma mudança na distribuição das cadeiras pode dificultar a aprovação de propostas prioritárias da Casa Branca e modificar a relação de forças políticas em Washington.