Aeronaves lançam 3,2 milhões de litros de água contra incêndios florestais no Amazonas

Foto Mylena Matos
As operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas utilizaram 18 aeronaves para lançar 3,2 milhões de litros de água em duas semanas. A força-tarefa, iniciada em 11 de outubro, reúne equipes do Governo do Amazonas e do Governo Federal, com coordenação da Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A frota é composta por oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. Segundo o CBMAM, os aviões são empregados no combate aéreo às chamas, enquanto os helicópteros transportam militares, brigadistas, equipamentos e suprimentos para as áreas afetadas.
Foto Arthur Castro
O direcionamento das operações utiliza imagens de satélite para identificar os focos prioritários. A partir dessas informações, as equipes recebem coordenadas geográficas que permitem às tripulações localizar os pontos de incêndio e organizar os lançamentos de água. As bases operacionais estão instaladas em Manaus, Itacoatiara e Parintins. Conforme o coordenador das operações aéreas do CBMAM, coronel Helliton Silva, essas áreas, juntamente com Autazes, concentram focos ativos que exigem atenção das equipes.

Mais de 24 mil focos atendidos

Entre 1º de junho e 26 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.889 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.272 focos de incêndio em todo o Amazonas. Desse total, 4.732 foram registrados na capital e 19.540 no interior.

Cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das ações. A estrutura também inclui a contratação de 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas equipadas com kits de combate a incêndio e de equipamentos multimissão.

Foto Tiago Correa

Expansão da estrutura dos bombeiros

O CBMAM ampliou sua presença no interior do estado. Entre maio de 2025 e setembro de 2026, o número de municípios com bases permanentes passou de 11 para 26.

A corporação também aumentou o efetivo de 692 militares, em 2019, para 1.537, em 2025, após a realização de concurso público. As novas bases receberam viaturas de combate a incêndio com capacidade para 10 mil litros de água, equipamentos e reforço de pessoal, com participação das prefeituras na mobilização de brigadistas.

As operações seguem concentradas na localização e no combate aos focos de incêndio, especialmente em áreas de difícil acesso, durante o período de estiagem no Amazonas.

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