
O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã começou a impactar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. Dados de monitoramento de embarcações apontam redução no número de navios que cruzam a região nos últimos dias, em meio aos ataques iranianos contra embarcações comerciais e às ofensivas militares lançadas pelos Estados Unidos.
Levantamentos das plataformas Kpler e LSEG indicam que alguns navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) e de gás liquefeito de petróleo (GLP) continuam utilizando a passagem, incluindo embarcações ligadas à QatarEnergy e à empresa grega GasLog. Apesar disso, analistas observam uma desaceleração no fluxo diário de navios, reflexo do aumento dos riscos à navegação na região.
Especialistas do setor afirmam que empresas de transporte marítimo têm adotado medidas para reduzir a exposição das embarcações, como a escolha de rotas alternativas e o desligamento dos sistemas públicos de rastreamento durante a travessia do estreito. Segundo analistas, o Irã tem concentrado ataques em embarcações que utilizam determinadas rotas, alterando a estratégia adotada pelas companhias de navegação.
Dados da Kpler mostram que o número de navios-tanque de petróleo e GLP que passaram pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível diário desde o fim de junho. Na quinta-feira (9), dez embarcações cruzaram a via marítima, abaixo das 14 registradas no dia anterior e das 22 contabilizadas no início da semana. O cenário reforça as preocupações do mercado sobre possíveis impactos no comércio internacional de petróleo e gás caso a instabilidade na região continue aumentando.








