Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Deolane Bezerra. foto reprodução redes sociais

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação ocorreu em Alphaville, na Grande São Paulo.

Batizada de Operação Vérnix, a ofensiva cumpre mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões contra investigados apontados como integrantes ou operadores financeiros da organização criminosa. Entre os alvos estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção, familiares dele e outros suspeitos.

Segundo os investigadores, o esquema utilizaria empresas, contas bancárias e pessoas interpostas para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao grupo criminoso. Uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, é apontada como peça central das movimentações financeiras investigadas.

De acordo com a apuração, Deolane Bezerra teria recebido depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. As autoridades afirmam ter identificado dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, com valores que, somados, se aproximam de R$ 700 mil. Parte dos recursos teria sido enviada por um suspeito de atuar como “laranja” no esquema.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora. A operação também prevê a apreensão de dezenas de veículos de luxo e bloqueios patrimoniais que, segundo os investigadores, ultrapassam R$ 357 milhões.

As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de documentos e anotações dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo o Ministério Público, o material revelou movimentações financeiras, ordens internas da facção e conexões entre integrantes do alto escalão do PCC. Até o momento, a defesa dos citados não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.