
O Vaticano informou que não participará da iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamada “Conselho da Paz”. A declaração foi feita nesta terça-feira (18) pelo cardeal Pietro Parolin, principal diplomata da Santa Sé.
Segundo Parolin, a natureza do conselho não se enquadra no papel institucional do Vaticano. Ele afirmou ainda que a condução de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas, reforçando que essa é uma posição defendida pela Santa Sé.
O papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano e crítico de algumas políticas de Trump, havia sido convidado em janeiro a integrar o grupo. O conselho foi anunciado como parte do plano dos Estados Unidos para Gaza e deve realizar sua primeira reunião em Washington nesta quinta-feira (19), com foco na reconstrução do território.
A proposta prevê que o colegiado supervisione temporariamente a governança de Gaza, cenário que gerou críticas de especialistas em direitos humanos. Analistas apontam que a iniciativa pode enfraquecer o papel da ONU e questionam a ausência de representantes palestinos no grupo.
A guerra na Faixa de Gaza segue sob tensão mesmo após um cessar-fogo considerado frágil. O conflito começou após ataques do Hamas contra Israel em 2023, que deixaram mais de mil mortos e centenas de reféns. Desde então, a ofensiva israelense provocou milhares de mortes e uma grave crise humanitária na região, segundo organismos internacionais.









