Trump impõe ultimato de 48 horas ao Irã e tensão militar dispara

Divulgação U.S. Navy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao afirmar que o país tem apenas 48 horas para aceitar um acordo que ponha fim à guerra em curso. A declaração ocorre em meio à intensificação dos combates e à busca por um piloto norte-americano desaparecido após a derrubada de aeronaves militares na região do Golfo.

No terreno, forças dos Estados Unidos e iranianas conduzem operações simultâneas em busca do militar desaparecido, cuja possível sobrevivência em território iraniano amplia o risco de uma escalada ainda mais grave. O conflito, que já dura seis semanas, apresenta poucos sinais concretos de negociação, enquanto cresce a pressão política interna sobre Washington.

Apesar do tom agressivo de Trump, o governo iraniano mantém uma postura ambígua. O chanceler Abbas Araqchi sinalizou abertura para diálogo mediado pelo Paquistão, mas reforçou que qualquer acordo deve garantir um fim “duradouro e conclusivo” ao que Teerã classifica como uma guerra imposta. Não há, porém, indícios de concessões às exigências norte-americanas.

O ultimato norte-americano também desencadeou movimentações militares na região. Autoridades de Israel indicam preparação para possíveis ataques a instalações energéticas iranianas, dependendo de autorização de Washington. A estratégia busca pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Enquanto isso, o conflito já provoca impactos globais. Além de milhares de mortos, a guerra pressiona o mercado energético e ameaça a estabilidade econômica internacional. O Irã tem respondido com ataques de drones e mísseis contra alvos israelenses e interesses norte-americanos no Golfo, ampliando o alcance da crise.

No campo de batalha, a derrubada de caças dos EUA evidencia a capacidade defensiva iraniana, que afirma utilizar novos sistemas antiaéreos. A troca de ataques continua intensa, com lançamentos de mísseis em direção a Israel e operações militares cruzadas, mantendo o Oriente Médio à beira de uma escalada de proporções ainda mais amplas.

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