O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, afirmou que a segurança jurídica tem sido um dos pilares para o avanço da bioeconomia no Polo Industrial de Manaus. A declaração foi feita nesta quinta-feira (19), durante a inauguração de uma tecnologia inédita que utiliza caroços de açaí como combustível em processos industriais.

A nova estrutura foi instalada pela Knauf Isopor, dentro da Zona Franca de Manaus, no bairro Vila Buriti, zona sul da capital amazonense. Trata-se da primeira caldeira de biomassa em operação no estado movida a resíduos de açaí, voltada à geração de energia térmica em escala industrial.
Segundo o vice-governador, a iniciativa marca uma nova fase da economia local ao conectar a indústria com cadeias produtivas sustentáveis. Ele destacou que o ambiente regulatório consolidado no estado tem garantido mais confiança para investidores interessados em projetos ligados à bioeconomia.
O modelo também deve fortalecer a economia do interior. Os caroços de açaí utilizados como biomassa serão adquiridos de comunidades produtoras e extrativistas do Amazonas, além de fornecedores do Pará e Amapá, criando novas oportunidades de renda e integração regional.
Atualmente, cerca de 17,5 mil agricultores familiares e extrativistas participam da cadeia produtiva do açaí no estado, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas. O uso do resíduo como fonte de energia amplia o aproveitamento econômico do fruto e reduz desperdícios.
De acordo com a empresa responsável, a tecnologia pode reduzir em até 90% as emissões de dióxido de carbono, além de diminuir custos operacionais. A expectativa é de que o projeto sirva como modelo para novas iniciativas de bioenergia na região.
A integração entre o modelo industrial da Zona Franca e a bioeconomia faz parte das diretrizes do plano estadual de desenvolvimento sustentável e da política de transição energética, voltadas à geração de emprego, inovação e preservação ambiental no Amazonas.