Durante visita ao Complexo Azulão, no município de Silves, interior do Amazonas, o vice-governador Serafim Corrêa destacou o potencial energético do estado e os impactos dos investimentos no setor de gás natural para o desenvolvimento regional e a segurança energética nacional.
Representando o governador Roberto Cidade, Serafim acompanhou as estruturas do empreendimento, que reúne investimentos de R$ 5,8 bilhões na implantação de três usinas termelétricas movidas a gás natural. Segundo o projeto, a capacidade de geração será suficiente para abastecer cerca de 3,7 milhões de residências.

Na agenda, o vice-governador visitou áreas operacionais e administrativas do complexo, incluindo a Unidade de Tratamento de Gás Natural, turbinas de geração de energia, caldeiras de recuperação e a sala de controle, onde o monitoramento dos equipamentos é realizado de forma remota.
O Complexo Azulão é formado por dois empreendimentos complementares. A UTE Azulão I está em fase final de comissionamento e tem previsão de iniciar operação comercial em agosto de 2026, reforçando o abastecimento energético da região Norte. Já a UTE Azulão II, prevista para entrar em operação em julho de 2027, foi projetada para ampliar a eficiência energética e otimizar o consumo de gás natural.
Segundo o Governo do Amazonas, a expansão do setor ganhou impulso após a Lei do Gás, promulgada em 2021, que abriu o mercado estadual para novos investidores e estimulou projetos estratégicos no interior do estado. O Complexo Azulão, operado pela Eneva, é apontado como um dos principais exemplos desse novo cenário.
Além dos investimentos em infraestrutura energética, a cadeia do gás também tem impulsionado iniciativas de qualificação profissional no interior. Em parceria com o Cetam, foram criados cursos técnicos voltados às demandas do setor, formando profissionais em áreas como sistemas a gás, eletromecânica e agropecuária. Parte dos alunos já foi absorvida pelo mercado de trabalho.
O empreendimento também abriga ações de capacitação voltadas ao empreendedorismo feminino em comunidades do interior, por meio de programas direcionados à formação profissional e geração de renda. Segundo o governo estadual, a proposta é ampliar os impactos econômicos e sociais da expansão energética no Amazonas.