
Mesmo com a redução nos casos confirmados de dengue em 2025, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), reforçou a importância de manter as medidas de prevenção às arboviroses no estado, especialmente durante o período chuvoso.
O parlamentar é autor da Lei Ordinária nº 7.456/2025, que estabelece ações de prevenção à transmissão de arboviroses — como dengue, zika e chikungunya — com atenção especial às gestantes atendidas na rede pública e privada de saúde do Amazonas.
Segundo Cidade, mesmo com a queda nos registros de algumas doenças, as infecções continuam representando risco à saúde pública. Ele destaca que gestantes estão mais suscetíveis a complicações, como parto prematuro e problemas no desenvolvimento fetal, reforçando a necessidade de orientação e acompanhamento adequado.
A legislação determina que unidades de saúde incluam, na rotina de atendimento pré-natal, informações sobre os riscos das arboviroses para a mãe e o bebê. Além disso, a rede pública deve fornecer gratuitamente repelentes com eficácia comprovada às gestantes.
O texto também prevê o monitoramento das grávidas atendidas pelo sistema estadual de saúde, com acompanhamento até o pós-parto, visando prevenir e identificar possíveis complicações relacionadas às infecções.
Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que, em 2025, foram confirmados 4.667 casos de dengue no estado. A chikungunya apresentou crescimento expressivo, enquanto zika, febre do Mayaro e febre do Oropouche registraram redução em comparação ao ano anterior.
As autoridades reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de combate às arboviroses. Entre as medidas recomendadas estão eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, evitar acúmulo de lixo e utilizar repelentes. Em caso de sintomas como febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele, a orientação é procurar atendimento médico.