
\O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade, afirmou nesta quarta-feira (4) que os dados sobre o crescimento de favelas em Manaus acendem um alerta para a necessidade de planejamento urbano. A manifestação foi feita nas redes sociais do parlamentar, após a divulgação de levantamento do MapBiomas.
Segundo o estudo, a área ocupada por favelas na capital amazonense aumentou 2,6 vezes entre 1985 e 2024. A Região Metropolitana de Manaus soma atualmente 11,4 mil hectares de áreas urbanizadas classificadas como favelas, o segundo maior índice do país, atrás apenas de São Paulo e à frente de Belém.
Ao comentar os números, Roberto Cidade avaliou que o crescimento desordenado evidencia falhas no planejamento urbano e na execução de políticas habitacionais e de infraestrutura. Para o deputado, o avanço das ocupações irregulares está diretamente ligado à ausência de ações estruturantes ao longo dos anos.
O parlamentar também defendeu que o debate sobre urbanização envolva diferentes esferas de governo, com foco em moradia digna, infraestrutura básica e segurança para famílias em situação de vulnerabilidade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em novembro de 2024, apontam que o Amazonas possuía 392 favelas ou comunidades urbanas em 2022, sendo 236 localizadas em Manaus. De acordo com o levantamento, 1.151.828 moradores viviam nessas áreas, o equivalente a 55,81% da população da capital naquele ano.
Ainda conforme o IBGE, Manaus registrou 390.725 domicílios situados em favelas, representando 52,94% do total de moradias da cidade. Entre as 20 favelas mais populosas do país, oito estão na região Norte, sendo seis localizadas na capital amazonense, cenário que reforça o desafio urbano apontado pelo parlamentar.









