Prisões, buscas e apreensão de R$ 160 mil marcam operação contra agiotagem abusiva em Manaus

Uma operação integrada de combate ao crime organizado foi deflagrada em Manaus para desarticular uma estrutura criminosa investigada pelos crimes de agiotagem e extorsão. A investigação teve início há quatro meses, após a denúncia de uma servidora pública que relatou a atuação de um grupo voltado ao fornecimento de empréstimos sob condições abusivas e ao uso de intimidação para garantir os pagamentos das dívidas.

A ação resultou no cumprimento de mandados judiciais após o início das diligências na semana anterior, ocasião em que um agente de segurança pública suspeito de integrar o esquema foi detido. Na fase principal da intervenção policial, novos mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos contra pessoas físicas e jurídicas investigadas, restando ainda alvos não localizados e consideráveis foragidos da Justiça.

As buscas foram concentradas em imóveis situados em diversos bairros da capital amazonense, abrangendo residências e endereços profissionais associados aos suspeitos, entre os quais constam advogados e membros de forças policiais. Durante o cumprimento das ordens judiciais nas localidades indicadas, também foram efetuadas prisões em flagrante devido a infrações cometidas no momento das abordagens.

A apuração indica que o grupo operava concedendo montantes elevados de crédito por vítima, aplicando taxas de juros mensais expressivas que variavam entre 30% e 70%. O método de cobrança baseava-se predominantemente em intimidação psicológica contra os devedores, sendo que grande parte dos lesados identificados até o momento é composta por servidores do Poder Judiciário.

Na execução dos mandados, as equipes de fiscalização apreenderam bens de alto valor, como veículos, quantias expressivas em dinheiro em espécie, joias, aparelhos celulares e documentos diversos. Adicionalmente, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias vinculadas aos investigados para assegurar a descapitalização do grupo e o ressarcimento dos danos causados.

As investigações continuam em andamento sob sigilo com o objetivo de mapear a extensão total da atuação do grupo financeiro ilegal. Os próximos passos buscam dimensionar o prejuízo financeiro global, identificar a totalidade das vítimas coagidas e apurar a eventual participação de outros envolvidos na estrutura criminosa.

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