Omar propõe ampliar beneficiamento de produtos da floresta dentro do Amazonas

Transformar produtos da floresta em mercadorias com maior valor agregado está entre as propostas de Omar Aziz (PSD) para diversificar a economia do Amazonas. A estratégia, apresentada no Plano Estratégico de Desenvolvimento, prevê ampliar o beneficiamento e a industrialização dentro do próprio Estado, com o objetivo de gerar empregos, aumentar a renda e fortalecer as cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade.

O diagnóstico utilizado no plano aponta uma diferença entre a participação do Amazonas na produção florestal brasileira e sua parcela no faturamento do setor. Entre 2020 e 2024, o Estado respondeu por 4,45% da produção nacional de produtos florestais madeireiros e não madeireiros, mas concentrou 2,69% do faturamento. A proposta é ampliar as etapas de processamento realizadas no Amazonas, permitindo que os municípios produtores tenham maior participação na geração de valor.

Entre as medidas previstas estão a criação de polos de bioeconomia e beneficiamento, além de uma rede de unidades produtivas organizada de acordo com as características de cada região. O plano também inclui o Programa Bioindústrias Amazônicas, voltado à implantação e modernização de estruturas para processamento de produtos como castanha, óleos, fibras, resinas e derivados de madeira.

A proposta também prevê investimentos em pesquisa e desenvolvimento para criar novos produtos, aprimorar técnicas de extração e manejo e estimular a produção de bioinsumos e novos materiais. A ideia é aproximar comunidades produtoras, instituições de pesquisa e setor industrial, buscando conciliar atividade econômica com o uso sustentável dos recursos naturais.

Novos mercados

Para ampliar a comercialização, o plano prevê a criação da “Agenda Forte” do Amazonas, com uma marca destinada a identificar produtos florestais certificados. A estratégia inclui ações de divulgação, participação em feiras e missões comerciais e articulação com instituições como a Apex e representações diplomáticas para buscar compradores em outros mercados.

O planejamento também prevê mecanismos para atrair investimentos nacionais e internacionais para a bioeconomia. Outra frente envolve a ampliação de concessões e do manejo florestal, com participação de comunidades tradicionais e produtores familiares.

A proposta estabelece ainda que parte dos investimentos seja direcionada às vocações econômicas de cada região do Estado. Com isso, a intenção é estruturar diferentes polos de produção e beneficiamento, reduzindo a dependência da comercialização de matéria-prima sem processamento.

Sair da versão mobile