
O Amazonas implementou a descentralização da soroterapia para tratar vítimas de animais peçonhentos, garantindo atendimento mais rápido e eficiente em comunidades distantes. A estratégia envolve sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e 14 polos-base, permitindo que os soros antiveneno fiquem armazenados em locais estratégicos, reduzindo o tempo de resposta e evitando complicações graves.
O governador Wilson Lima destacou a importância da medida diante dos desafios logísticos da região. “Estamos implantando um sistema que vai salvar muitas vidas, garantindo que o tratamento chegue a quem mais precisa, no menor tempo possível”, afirmou. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), o Ministério da Saúde e instituições como a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) e a Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD).
A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, ressaltou que o projeto, antes experimental, agora se torna política pública permanente. Além da descentralização dos soros, profissionais de saúde passaram por capacitação específica para diagnóstico e tratamento de acidentes com serpentes e escorpiões. Segundo a FVS-RCP, a descentralização já impacta diretamente na redução de complicações e no aumento da eficácia dos atendimentos.
Com resultados positivos desde a fase piloto, entre 2019 e 2024, a estratégia ampliou a cobertura de atendimento, com 84% dos casos notificados recebendo soroterapia no tempo adequado. O Governo do Amazonas segue fortalecendo essa rede, garantindo infraestrutura e suporte para que a população, especialmente a indígena e ribeirinha, tenha acesso a tratamento imediato e eficaz.