
O programa Move Brasil liberou cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões no primeiro mês de operação. O dado foi apresentado neste domingo (8), em evento realizado em Guarulhos (SP), pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
A iniciativa busca estimular a troca de veículos antigos por modelos mais novos e eficientes, além de ajudar a reverter a forte queda nas vendas do setor. Em 2025, o mercado de caminhões registrou retração de 9,2%, com impacto ainda maior nos veículos pesados, usados em longas distâncias, que tiveram queda superior a 20%. Segundo a Anfavea, janeiro começou com redução de 34,6% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com Alckmin, o principal entrave para o setor tem sido a taxa de juros elevada, que dificulta o financiamento de bens de alto valor. Mesmo assim, o início do programa foi avaliado como positivo, impulsionado pela necessidade logística gerada pelo recorde de safra agrícola e pelo crescimento das exportações brasileiras.
Empresas de transporte já começaram a sentir os efeitos do programa. Com taxas em torno de 13% a 14% ao ano, o crédito tem viabilizado a compra de caminhões mais econômicos e menos poluentes, reduzindo custos operacionais e estimulando novas contratações. Representantes da indústria e dos trabalhadores destacam que a renovação da frota ajuda a preservar empregos e contribui para a transição para uma logística mais sustentável.
O Move Brasil prevê um total de R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. Parte do valor é reservada exclusivamente para caminhoneiros autônomos e cooperados. O programa não tem prazo fixo para encerramento e seguirá em vigor até o esgotamento dos recursos, segundo o governo federal.