
O prefeito David Almeida entregou, nesta terça-feira (24), a segunda etapa do cemitério vertical Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. A ampliação representa um avanço no sistema funerário da capital, que enfrentava déficit de vagas há mais de 40 anos.
A nova fase adiciona 7,4 mil lóculos ao espaço, que já contava com 5 mil unidades entregues anteriormente. Com isso, o complexo passa a somar cerca de 13 mil sepulturas concluídas, atendendo à demanda crescente da cidade, especialmente após o impacto da pandemia.
O projeto prevê ainda uma terceira etapa, com mais 8,4 mil unidades, o que deve elevar a capacidade total para mais de 20 mil sepulturas verticais. O modelo adotado segue padrões utilizados em grandes centros urbanos, otimizando o uso do espaço e garantindo maior organização.
Segundo o prefeito, a obra resolve um problema histórico da cidade. Ele destacou que Manaus ficou mais de quatro décadas sem a criação de novos cemitérios, o que pressionou o sistema, principalmente nos períodos mais críticos.
Além da ampliação, o local passou por modernização completa, com melhorias na infraestrutura, abastecimento de água, acesso e informatização dos serviços. A gestão municipal também reforçou a manutenção, iluminação e segurança nos cemitérios da capital.
O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, ressaltou que o espaço enfrentava condições precárias no passado e que a nova estrutura traz mais eficiência e dignidade para as famílias.
Outro destaque do projeto é a implantação do primeiro cemitério indígena integrado ao complexo, voltado aos povos originários, ampliando o acesso a serviços funerários com respeito às tradições culturais.
Com a conclusão total da obra, a Prefeitura de Manaus projeta eliminar o déficit de vagas para sepultamentos e estabelecer um novo padrão de gestão no setor.