Lula defende Pix e critica pressão dos EUA sobre sistema brasileiro

Foto Ricardo Stuckert

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta terça-feira (2) o Pix como uma das principais inovações financeiras do Brasil e criticou a inclusão do sistema de pagamentos instantâneos em um relatório comercial dos Estados Unidos. Durante agenda em Catalão, Goiás, Lula afirmou que a ferramenta criada pelo Banco Central se tornou referência internacional e tem despertado preocupação em empresas americanas do setor financeiro.

Segundo o presidente, o sucesso do Pix está diretamente ligado à gratuidade e à facilidade de uso, características que ampliaram sua adesão entre consumidores e empresas. Lula afirmou que o modelo brasileiro representa uma alternativa mais acessível aos meios tradicionais de pagamento e pode reduzir a dependência de operadoras de cartões de crédito.

As declarações ocorreram após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apontar que o sistema brasileiro poderia prejudicar empresas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. O relatório faz parte de uma investigação sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil e sugere a aplicação de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Lula também criticou a postura do governo americano diante das negociações comerciais em andamento entre os dois países. O presidente lembrou que havia um entendimento para que representantes brasileiros e norte-americanos buscassem uma solução negociada antes da adoção de novas medidas tarifárias.

Durante o discurso, o chefe do Executivo ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação com o Brasil e cobrou uma explicação direta do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a recomendação de novas taxas contra produtos brasileiros.

O governo federal e empresas afetadas pelas medidas terão até 15 de julho para apresentar manifestações sobre o relatório do USTR. Até lá, Brasil e Estados Unidos devem intensificar as negociações para tentar evitar a implementação das tarifas propostas e reduzir os impactos sobre o comércio bilateral.

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