
A tensão no Oriente Médio voltou a subir nesta quinta-feira (5) após o Irã afirmar que realizou novos ataques contra alvos marítimos e militares na região. A Guarda Revolucionária iraniana declarou ter atingido um petroleiro no Golfo Pérsico e lançado mísseis contra Israel, em meio à escalada do conflito envolvendo também os Estados Unidos.
Segundo autoridades iranianas, um barco controlado remotamente e carregado com explosivos atingiu o navio petroleiro Sonangol Namibe, de bandeira das Bahamas, nas proximidades das costas do Kuwait e do Iraque. A embarcação explodiu após colidir com o navio, em um ataque que teria ocorrido dentro da zona econômica exclusiva do Iraque — o primeiro registro desse tipo na área, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
O episódio é visto como um novo capítulo nas ameaças à navegação comercial no Golfo Pérsico, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. A ação aumenta a preocupação internacional com possíveis impactos no comércio de energia e na segurança da região.
Também nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária afirmou ter disparado mísseis pesados Khorramshahr-4, com ogiva de cerca de uma tonelada, contra o aeroporto internacional Ben Gurion, principal terminal aéreo de Israel, localizado na região de Tel Aviv. O grupo disse que os projéteis foram acompanhados por drones de ataque durante a operação. Ainda não há confirmação independente de que os mísseis tenham atingido o aeroporto.
No cenário regional ampliado, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que sistemas de defesa da aliança interceptaram um míssil balístico iraniano sobre o espaço aéreo da Turquia na quarta-feira (4). O incidente foi classificado como “sério” pela organização. Teerã, no entanto, negou ter lançado qualquer projétil em direção ao território turco.
Enquanto isso, o número de mortos no Irã em decorrência de ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos subiu para 1.230, de acordo com a agência iraniana Tasnim. O aumento das hostilidades amplia o risco de que o conflito ultrapasse as fronteiras atuais e atinja rotas comerciais e países vizinhos no Oriente Médio.