
O aeroporto de Heathrow, em Londres, foi fechado nesta sexta-feira (21) após um incêndio provocar um apagão em sua rede elétrica. Com o cancelamento de todos os voos, milhares de passageiros foram impactados, e o efeito cascata afetou viagens em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.
Considerado o maior aeroporto da Europa e um dos principais hubs internacionais, Heathrow opera voos de conexão entre centenas de destinos. Seu fechamento inesperado gerou desvio de aeronaves, atrasos e cancelamentos em diversas companhias aéreas. Segundo a administração do aeroporto, 1.357 voos estavam programados para o dia, sendo 679 de chegada e 678 de partida.
No Brasil, pelo menos três voos, incluindo dois da Latam e um da British Airways, foram afetados. Especialistas afirmam que a dependência da aviação comercial dos hubs faz com que interrupções como essa tenham impactos globais imediatos. “A aviação funciona como um sistema integrado. Um problema em um grande hub afeta toda a malha aérea”, explicou o especialista Adalberto Febeliano.
Além do transtorno para passageiros, a paralisação exigiu ajustes operacionais das companhias aéreas, incluindo a reacomodação de viajantes, remanejamento de tripulações e mudanças de rota. De acordo com o FlightRadar24, 121 voos com destino a Londres foram desviados para 50 aeroportos em 21 países.
A crise também levantou questionamentos sobre a infraestrutura do Heathrow. A administradora do aeroporto afirmou que há geradores para emergências, mas que a magnitude do incêndio exigiu medidas drásticas. Especialistas criticaram a falta de redundância no fornecimento de energia, ressaltando que grandes aeroportos precisam de sistemas de contingência mais robustos.
O episódio reforçou a necessidade de aeroportos secundários para minimizar os impactos de falhas operacionais.
“Grandes cidades precisam de alternativas para não depender exclusivamente de um único aeroporto”, destacou Febeliano, citando exemplos como Paris e Singapura, que possuem redes de suporte eficientes.
Após horas de paralisação, Heathrow retomou as operações, mas a normalização completa deve levar dias. Passageiros foram orientados a consultar as companhias aéreas antes de seguir para o aeroporto. Enquanto isso, investigações sobre as causas do incêndio continuam, e especialistas alertam para a necessidade de aprimorar protocolos para evitar novos incidentes.