O governador Roberto Cidade participou, nesta quinta-feira (25), da abertura da 1ª Feira Intercultural dos Povos Indígenas de Parintins e destacou a importância do fortalecimento do empreendedorismo indígena e da valorização da cultura dos povos originários. A iniciativa, promovida pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), integra a programação oficial do 59º Festival de Parintins e reúne mais de 100 artesãos de sete associações da Amazônia Legal.

Durante a abertura, o governador ressaltou que a ação reforça o trabalho já desenvolvido pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), responsável pela maior iniciativa de empreendedorismo indígena do país. Segundo ele, a feira representa uma oportunidade de geração de emprego e renda para as comunidades indígenas do estado.
A Feira Intercultural marca um momento histórico para o Festival de Parintins. Pela primeira vez em quase seis décadas de evento, os povos indígenas contam com um espaço oficial e exclusivo para a exposição e comercialização de seus produtos, ampliando a visibilidade da produção cultural e fortalecendo a autonomia econômica das comunidades.
Instalada em uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, a feira conta com 50 cabines de exposição e reúne artesãos dos povos Sateré-Mawé, Hixkaryana, Maraguá, Borari, Kaxuyana e Wai Wai. Além do artesanato, o espaço oferece biojoias, cerâmicas, cestarias, grafismos e demonstrações de pinturas corporais tradicionais, aproximando turistas da riqueza cultural dos povos originários.
A programação também inclui oficinas de precificação, marketing e gestão de negócios, além de um sistema de monitoramento das vendas para medir o impacto da economia indígena durante o festival. Outra novidade é a Estação Raízes, espaço criado para destacar a contribuição dos povos indígenas para a identidade amazônica e para a formação cultural do Festival de Parintins.
Paralelamente, a Fepiam realiza a 6ª Feira de Artesanato Indígena de Parintins, que neste ano reunirá mais de 120 expositores de diversas etnias do Amazonas. Em 2025, a iniciativa movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, um crescimento de cerca de 50% em relação ao ano anterior, e a expectativa é que a edição deste ano registre um novo recorde de negócios durante o festival.