
A Federação de Futebol do Irã informou nesta terça-feira (9) que os Estados Unidos revogaram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a Copa do Mundo de 2026. A medida foi anunciada poucos dias antes do início da competição e, segundo a entidade, impede que centenas de fãs acompanhem presencialmente os jogos da seleção nacional.
De acordo com a federação iraniana, a cota correspondia a 8% dos ingressos reservados para os torcedores do país. A retirada ocorreu após muitos viajantes já terem organizado passagens, hospedagens e demais preparativos para acompanhar a equipe durante o torneio.
Em comunicado oficial, a entidade lamentou a decisão e afirmou que os torcedores confiaram no processo de distribuição previamente divulgado pelas autoridades responsáveis pela competição. Até o momento, nem o governo dos Estados Unidos nem a Fifa se pronunciaram sobre o caso.
A situação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. Apesar das restrições impostas aos torcedores, os jogadores da seleção iraniana receberam autorização para entrar em território americano exclusivamente para treinamentos e partidas da Copa do Mundo.
Por conta das limitações de visto, a delegação não poderá permanecer nos Estados Unidos entre os compromissos do torneio. A equipe ficará concentrada em Tijuana, no México, e deverá retornar à cidade após cada atividade realizada em solo americano.
A mudança alterou completamente o planejamento da seleção iraniana. Inicialmente, o grupo pretendia utilizar uma base de treinamento no estado do Arizona, mas o agravamento do cenário geopolítico levou à adoção de uma logística alternativa para a disputa da competição.
O episódio amplia a repercussão política em torno da Copa do Mundo de 2026 e levanta questionamentos sobre o impacto das relações internacionais na participação de torcedores e delegações durante o principal torneio de futebol do planeta.