
Delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir na próxima sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, para tentar negociar um acordo definitivo que encerre o conflito em curso na região. As tratativas ocorrem após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas, que também envolve Israel, aliado estratégico dos norte-americanos.
A trégua foi mediada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e prevê a suspensão de ataques durante o período de negociação. Um dos pontos centrais do acordo é a garantia de funcionamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, que permanecerá aberta sob condições estabelecidas por Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os objetivos militares já foram alcançados e que há avanço significativo nas negociações. Segundo ele, um plano de paz com dez pontos apresentado pelo Irã é considerado uma base viável para o entendimento entre os países.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, confirmou o acordo de não agressão e condicionou a continuidade da trégua à interrupção total dos ataques contra o país. A proposta de Teerã inclui exigências como suspensão de sanções, compensações financeiras e reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio.
Apesar do avanço diplomático, ainda há divergências relevantes. Autoridades indicam que o cessar-fogo não abrange todos os cenários do conflito, especialmente no Líbano, segundo posicionamento de Israel. O impasse evidencia a complexidade das negociações, que envolvem múltiplos atores e interesses geopolíticos.
A expectativa internacional é de que o encontro em Islamabad represente um passo decisivo para a construção de um acordo mais amplo, capaz de encerrar as hostilidades e reduzir as tensões no Oriente Médio.









