
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz sofreu uma queda drástica e opera com menos de 10% da capacidade normal, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Nas últimas 24 horas, apenas seis embarcações cruzaram a região, número muito inferior à média diária de cerca de 140 navios.
A redução ocorre após o Irã reforçar alertas sobre o risco de minas navais e restringir a navegação como resposta a ataques recentes na região. A medida impacta diretamente uma das rotas mais estratégicas do planeta, responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente.
Com a instabilidade, mais de 180 petroleiros permanecem retidos no Golfo, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados. O acúmulo de embarcações amplia a preocupação com possíveis efeitos no abastecimento global e na volatilidade dos preços da energia.
Autoridades iranianas indicaram rotas alternativas próximas à Ilha de Larak, sob monitoramento militar, como tentativa de reduzir riscos. Ainda assim, empresas de navegação e segurança marítima avaliam que o cenário permanece incerto, com risco contínuo para embarcações, especialmente aquelas associadas a países envolvidos no conflito.
As minas navais, apontadas como principal ameaça, são explosivos posicionados no mar capazes de detonar por contato ou por sensores que identificam a passagem de navios. O uso desse tipo de armamento aumenta o nível de alerta na região e contribui para a paralisação parcial da principal via marítima do Golfo.








