Em entrevista à CNN, Trump afirma que guerra com o Irã será intensificada nas próximas semanas

1-Frame de tela da CNN , 2- Donald Trump Foto - Ricardo Stuckert

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista à CNN, que a ofensiva militar contra o Irã ainda não atingiu seu ápice. Segundo ele, as forças americanas estão “dando uma surra” no país persa, mas a “grande onda” de ataques “ainda está por vir”, sinalizando possível intensificação das operações nas próximas semanas.

Trump declarou que a campanha militar estaria “adiantada em relação ao cronograma” e que, na sua avaliação, o conflito poderia durar cerca de quatro semanas. Ele também disse que os Estados Unidos tentaram negociar antes da ofensiva, mas que não houve acordo sobre o encerramento do enriquecimento de urânio. O presidente voltou a apontar o programa nuclear iraniano como a principal ameaça à estabilidade regional e justificou a ação militar como parte de uma estratégia de longo prazo.

Um dos pontos mais sensíveis da entrevista foi a referência a supostas baixas na liderança iraniana. Trump afirmou que dezenas de integrantes da cúpula do país teriam sido mortos nos ataques iniciais e sugeriu incerteza sobre quem exerce o comando político em Teerã. As declarações, no entanto, não foram acompanhadas de comprovação independente e podem ter forte impacto geopolítico, caso confirmadas.

O presidente também disse ter ficado surpreso com a reação de países árabes da região após ataques atribuídos ao Irã. Segundo ele, nações como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos passaram a se envolver de forma mais direta no cenário de tensão. A ampliação do teatro de operações aumenta o risco de um conflito regional mais amplo, num momento em que a comunidade internacional acompanha com preocupação a possibilidade de novas ofensivas e a ausência de sinais concretos de cessar-fogo.