A indicação para a vice-governadoria na chapa do Avante, Dra. Shádia, apresentou a proposta de expandir o modelo de gestão da saúde municipal de Manaus para toda a rede estadual. O projeto foi detalhado durante encontros nos bairros Praça 14, Santa Luzia e Morro da Liberdade, na zona Sul da capital. O foco da articulação é utilizar os indicadores de atenção primária alcançados na gestão local como base para a reestruturação do atendimento nos municípios do interior do Amazonas.

A estratégia fundamenta-se nos resultados obtidos durante o período em que a médica esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Com um histórico de 17 anos de atuação no serviço público, a gestão registrou a construção de 13 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e intervenções estruturais em outros 126 equipamentos. As ações ocorreram paralelamente ao enfrentamento da crise sanitária, exigindo adaptações logísticas intensas no sistema de atendimento urbano.
O modelo implementado na capital amazonense obteve respaldo técnico federal, liderando a avaliação de qualidade da Atenção Primária do Ministério da Saúde por sete vezes consecutivas. O argumento apresentado nas reuniões aponta que a padronização de processos administrativos pode replicar esse desempenho no sistema estadual. A premissa central é aliar a capacidade técnica e operacional à otimização dos recursos públicos disponíveis nas instâncias governamentais.
A execução do plano de expansão condiciona-se ao alinhamento administrativo entre o Executivo estadual e a Prefeitura de Manaus. Durante as agendas, que reuniram lideranças e postulantes ao Legislativo como Moisés Gusmão, Abdala Fraxe e Dra. Aryel Almeida, o debate enfatizou a necessidade de integrar operacionalmente as duas esferas. Essa união institucional é apontada como a ferramenta necessária para descentralizar e dar celeridade à assistência médica pública.
Para viabilizar estruturalmente as propostas, a frente política defende a formação de uma base de representação técnica e fortalecida nas casas legislativas. O planejamento indica que a captação de recursos e a continuidade dos projetos no interior dependem de parlamentares alinhados com as diretrizes de saúde do Executivo. O objetivo final é estabelecer uma rede de atendimento autossuficiente e descentralizada, reduzindo a sobrecarga hospitalar historicamente concentrada na capital.