Donald Trump confirma tarifa adicional de 10% sobre importações após decisão judicial

Foto - Ricardo Stuckert

Os Estados Unidos iniciaram, à meia-noite desta terça-feira (24), a cobrança de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em listas de isenção. A medida foi confirmada pela U.S. Customs and Border Protection (CBP), responsável pela fiscalização aduaneira.

A taxa aplicada corresponde ao percentual inicialmente anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20). No sábado (21), o republicano havia afirmado que elevaria o índice para 15%, o que acabou não se confirmando na notificação oficial publicada pela autoridade aduaneira.

A nova cobrança ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas anteriores justificadas com base em emergência nacional. As tarifas suspensas variavam entre 10% e 50%.

Segundo comunicado da CBP, as importações estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%, exceto nos casos expressamente isentos. O aviso cita a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026 como fundamento da medida.

A ordem foi amparada na chamada Seção 122 da legislação comercial norte-americana, que permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias para enfrentar déficits considerados “grandes e graves” na balança de pagamentos. O governo argumenta que o país enfrenta um déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, além de um déficit em conta corrente equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

A decisão gerou incertezas no mercado internacional, especialmente após a sinalização anterior de que a tarifa poderia chegar a 15%. O jornal Financial Times informou que a elevação poderia ocorrer posteriormente, mas não houve confirmação oficial imediata.

Países como Japão, União Europeia e Reino Unido manifestaram preocupação com a nova política tarifária e indicaram interesse em manter acordos comerciais já firmados com os Estados Unidos.