Dia decisivo: Copom enfrenta tensão global, pressão do petróleo e avalia corte de juros

Banco Central do Brasil - BC. Foto Rafa Neddermeyer

O Comitê de Política Monetária se reúne nesta quarta-feira (18) em um cenário de incertezas no mercado global, pressionado pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio. A expectativa predominante entre analistas é de que o Banco Central inicie um ciclo de queda na taxa básica de juros após dois anos sem cortes.

Atualmente em 15% ao ano, a Taxa Selic está no maior nível desde 2006. Segundo projeções do mercado financeiro, a redução deve ser de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75% ao ano. Antes da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a previsão era de um corte mais intenso.

A decisão ocorre em meio a dúvidas sobre o comportamento da inflação. O IPCA-15 acelerou em fevereiro, mas o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde 2024. Ainda assim, a estimativa para 2026 subiu para 4,1%, próxima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A taxa básica de juros é o principal instrumento de controle inflacionário no país. Quando elevada, tende a frear o consumo e encarecer o crédito; quando reduzida, estimula a atividade econômica ao tornar financiamentos mais acessíveis. O equilíbrio entre esses fatores será central na decisão do Copom, que será anunciada no início da noite.

Com reuniões realizadas a cada 45 dias, o comitê avalia o cenário econômico interno e externo antes de definir os rumos da política monetária. Desta vez, o encontro ocorre com duas cadeiras vagas na diretoria do Banco Central, o que adiciona um componente extra de atenção ao mercado.

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