Desemprego cai ao menor nível da história, mas Amazonas ainda enfrenta informalidade elevada

Foto Marcello Casal Jr.

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa nacional ficou em 5,6%, enquanto 19 estados e o Distrito Federal registraram os menores índices já medidos. O cenário confirma a recuperação do mercado de trabalho, mas revela contrastes importantes — especialmente na Região Norte.

No ranking nacional, Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideram com as menores taxas. No Norte, Rondônia (3,3%) aparece entre os melhores resultados do país, seguido por Roraima (5,1%) e Tocantins (4,7%). Já o Amazonas encerrou 2025 com 8,4%, repetindo o índice de 2024 e permanecendo acima da média nacional.

O dado chama atenção em Manaus e no interior amazonense. Apesar da estabilidade, o estado não acompanhou a queda observada em outras unidades da federação. O resultado indica que, embora o Brasil viva um momento histórico de redução do desemprego, a Região Norte ainda enfrenta desafios estruturais para ampliar a geração de vagas formais.

Outro ponto crítico é a informalidade. Enquanto a média nacional ficou em 38,1%, estados do Norte e Nordeste registraram percentuais bem superiores. O Amazonas fechou o ano com 50,8% de trabalhadores na informalidade, o que significa ausência de garantias como previdência, férias e 13º salário. No Pará, o índice chegou a 58,5%, e no Maranhão, a 58,7%.

O rendimento médio também evidencia desigualdades regionais. A média nacional foi de R$ 3.560, mas no Amazonas o rendimento ficou em R$ 2.733, abaixo da média do país. Estados do Norte, como Roraima (R$ 3.438) e Rondônia (R$ 3.362), apresentaram desempenho superior ao amazonense, ainda que também enfrentem desafios no mercado formal.

De acordo com o IBGE, a mínima histórica no desemprego decorre do dinamismo do mercado e do aumento do rendimento real. No entanto, especialistas apontam que o avanço precisa ser acompanhado de políticas voltadas à formalização e à qualificação profissional, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Para Manaus e o Amazonas, os números reforçam a necessidade de ampliar investimentos em diversificação econômica, inovação e capacitação. O Brasil comemora um recorde positivo no emprego, mas os dados mostram que o Norte ainda precisa acelerar para reduzir desigualdades e transformar crescimento em desenvolvimento sustentável.

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