
A defesa da investigadora Anabela Cardoso afirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23), que ela não mantém qualquer relação com pessoas citadas como integrantes da organização criminosa alvo de uma recente operação policial no Amazonas.
O advogado San Barbosa declarou que sua cliente rejeita de forma enfática as acusações divulgadas e ressaltou que, até o momento, a defesa não teve acesso completo aos autos do processo.
“Estamos tomando conhecimento de informações pela imprensa antes mesmo de termos acesso formal aos elementos da investigação. Até agora, não foi concedido à defesa o acesso integral aos autos”, afirmou.
Segundo Barbosa, Anabela não possui vínculo com os investigados. Ele explicou que o único contato mencionado refere-se à prestação de um serviço específico envolvendo a compra de passagens aéreas, o que, de acordo com a defesa, pode ser comprovado por meio de documentos.
O advogado também negou que a cliente tenha recebido qualquer valor de origem ilícita e destacou a importância da individualização das condutas na apuração dos fatos. “Não se pode trabalhar com acusações genéricas. É necessário indicar datas, valores, natureza das transações e a suposta participação individual”, declarou.
Defesa diz que patrimônio é compatível e pedirá liberdade
Durante a coletiva, Barbosa acrescentou que o patrimônio da investigadora é compatível com os rendimentos oficialmente declarados e que todas as movimentações financeiras poderão ser esclarecidas assim que a defesa tiver acesso completo ao processo.
Sobre relatórios de inteligência financeira mencionados na investigação, o advogado afirmou que tais documentos exigem análise técnica detalhada e, isoladamente, não comprovam prática de crime.
“Movimentação considerada atípica não significa, necessariamente, movimentação ilegal. Isso deve ser examinado com responsabilidade e dentro do devido processo legal”, pontuou.
A defesa informou ainda que buscará acesso imediato aos autos e, posteriormente, apresentará pedido de liberdade. “Estamos confiantes de que, com o acesso integral às informações, será possível demonstrar de maneira clara a inexistência de participação nos fatos investigados”, concluiu.