
A realização da COP15 sobre Espécies Migratórias em Campo Grande terminou deixando um legado que vai além dos debates internacionais, com foco na conscientização ambiental e na participação da população. Durante o evento, atividades abertas ao público ampliaram o acesso ao tema da conservação das espécies migratórias.
Um dos destaques foi a programação paralela “Conexão sem Fronteiras”, realizada na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas. O espaço, restaurado especialmente para a conferência, recebeu exposições, oficinas e iniciativas educativas voltadas ao público geral.
As atividades despertaram o interesse de visitantes sobre os ciclos e rotas das espécies migratórias que cruzam os biomas brasileiros. A proposta foi aproximar a ciência da população, mostrando a importância da preservação ambiental no cotidiano.
Educadores e estudantes também aproveitaram a programação para ampliar conhecimentos e buscar novas iniciativas. A troca de experiências e a possibilidade de aplicar o conteúdo em projetos pedagógicos foram apontadas como ganhos importantes para a rede de ensino.
Além da mobilização social, a conferência deixa estruturas permanentes para a cidade, como o Bosque da COP15, criado com o plantio de mudas, ampliando áreas verdes urbanas e reforçando o compromisso ambiental.
Outro avanço é o incentivo à pesquisa científica, com a previsão de lançamento de edital nacional voltado a estudos sobre espécies e rotas migratórias. A iniciativa deve envolver universidades e centros de pesquisa em todo o país.
Com participação de diferentes setores e níveis de governo, a COP15 consolida Campo Grande como referência em debates ambientais e reforça a importância de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.