
Dezenas de voos de repatriação estão programados para partir do Oriente Médio nesta quarta-feira (3), enquanto governos aceleram planos para retirar cidadãos retidos em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A instabilidade levou ao fechamento ou à operação limitada de importantes aeroportos da região.
O Aeroporto Internacional de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo em voos internacionais, opera com restrições pelo quinto dia consecutivo. A paralisação é descrita como a maior interrupção aérea desde a pandemia de Covid-19, afetando milhares de passageiros e rotas comerciais globais.
Reino Unido e França iniciaram operações para retirar seus nacionais. O governo francês informou que organizou voos para parte dos cerca de 400 mil cidadãos que vivem na região. Já o Reino Unido anunciou um voo fretado partindo de Omã, com prioridade para passageiros considerados vulneráveis.
Os Emirados Árabes Unidos abriram corredores especiais para permitir a saída de estrangeiros, enquanto turistas e expatriados buscam alternativas por conta própria. A companhia aérea Emirates informou que mantém suspensas as rotas de e para Dubai até 7 de março, operando apenas um cronograma reduzido.
Outras empresas aéreas também ajustaram suas operações. A Qantas passou a realizar voos adicionais com escalas alternativas, como em Cingapura, para evitar o espaço aéreo restrito. Com rotas mais longas e necessidade de reabastecimento extra, os custos operacionais aumentaram, pressionados ainda pela alta no preço do petróleo.
Especialistas avaliam que, caso as restrições se prolonguem, o impacto poderá se refletir no preço das passagens e no transporte de cargas. A região do Golfo é um dos principais centros logísticos do mundo, e a interrupção aérea amplia os efeitos já sentidos nas rotas marítimas do Mar Vermelho, afetando cadeias globais de suprimentos.








