Complexo Hospitalar Sul registra quase 5 mil atendimentos a pacientes sem identificação

O Complexo Hospitalar Sul (CHS), em Manaus, contabilizou 4.978 atendimentos a pacientes sem identificação desde dezembro de 2024. O número evidencia um desafio crescente enfrentado pelas unidades de saúde no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes sem documentos ou vínculos familiares.

Entre os casos recentes está o de Adriano Chaves, homem que vivia em situação de rua e reencontrou as irmãs após receber atendimento no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, que integra o CHS. Ele deu entrada na unidade após sofrer uma queda de uma ponte no bairro São Jorge.

Grande parte dos pacientes classificados como Não Identificados (NID) chega ao hospital em situação de rua, abandono social ou sem qualquer documento oficial. Em muitos casos, a ausência de referências dificulta o retorno ao convívio social e compromete a continuidade do tratamento médico após a alta.

Para enfrentar essa realidade, o Serviço Social do CHS atua ainda durante a internação, buscando informações que possam ajudar na localização de familiares ou conhecidos. Quando os dados são insuficientes, a equipe realiza consultas em sistemas oficiais e aciona órgãos especializados.

Entre as ferramentas utilizadas estão o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), ligado ao Ministério Público. Os mecanismos permitem cruzamento de informações para identificação e contato com parentes.

Nos casos em que não há possibilidade de retorno familiar, o hospital articula encaminhamentos para abrigos, instituições de longa permanência e demais serviços da rede de proteção. O trabalho reforça a importância de uma assistência que vai além do atendimento clínico, garantindo dignidade e suporte social aos pacientes.

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