
Capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi levado a Nova York para responder à Justiça americana e deverá permanecer detido em uma prisão federal de segurança máxima enquanto aguarda julgamento. O destino indicado é o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, a única unidade federal da cidade, conhecida por custodiar presos considerados de alta periculosidade.
Inaugurado no início da década de 1990, o MDC Brooklyn abriga atualmente cerca de 1,3 mil detentos, entre réus provisórios e condenados em processos federais de grande impacto. Segundo autoridades americanas, ainda não está definido se Maduro ficará em uma ala reservada, ao menos até a audiência de custódia prevista para esta semana. Ele permanecerá separado da esposa, Cilia Flores, que também foi detida.
A unidade ficou marcada por receber nomes de destaque do noticiário internacional. Entre os presos que já passaram pelo local estão o narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán, a socialite Ghislaine Maxwell, o empresário Sam Bankman-Fried e o rapper Sean “Diddy” Combs. O presídio também abrigou o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que ficou detido no local em 2017, durante investigações relacionadas ao escândalo da Fifa.
Descrito como um ambiente de rígido controle, o MDC Brooklyn é alvo frequente de críticas por suas condições consideradas precárias. As celas são monitoradas 24 horas por dia, o contato com o exterior é restrito e as visitas seguem protocolos rigorosos. Por se tratar de um chefe de Estado e de um caso de repercussão internacional, no entanto, Maduro poderá ficar sob um regime especial de custódia enquanto responde às acusações formais apresentadas pela Justiça dos EUA.









