O governador Roberto Cidade participou nesta quarta-feira (29/07), no Teatro Amazonas, da cerimônia de lançamento do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru, evento que celebra uma das maiores expressões culturais e artísticas da região. Ao lado dos representantes das cirandas Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional, o chefe do Executivo confirmou a ampliação do aporte estadual, destinando R$ 1,3 milhão para cada uma das três agremiações que disputam o título no Parque do Ingá entre os dias 28 e 30 de agosto.

Em seu discurso, Roberto Cidade comparou a grandiosidade do evento ao Festival de Parintins e enfatizou que o repasse deste ano, superior ao da edição anterior, tem como objetivo fortalecer o espetáculo e aquecer o interior. “Neste ano, teremos um repasse maior do que o do ano passado: serão R$ 1,3 milhão para cada ciranda, para que possam realizar um grande trabalho, gerando emprego, renda e oportunidades para a população. Cada real investido retorna em benefícios para a sociedade, movimentando a economia”, destacou o governador.
Reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas, o festival promove um intenso impacto na economia solidária e criativa de Manacapuru, estimulando a contratação de costureiras, artesãos e cenógrafos. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Caio André, reforçou que o incentivo governamental impulsiona um ciclo sustentável para as comunidades locais, gerando um sentimento de pertencimento inestimável e fomentando o turismo cultural em todo o município.
Esquenta no Largo de São Sebastião
Para aproximar o público da capital à emoção do interior e atrair turistas antes do evento oficial, o governo estadual promove em agosto apresentações gratuitas no Largo de São Sebastião, no centro de Manaus. Os espetáculos de aquecimento ocorrerão sempre às sextas-feiras: no dia 7 se apresenta a Flor Matizada; no dia 14 será a vez da Guerreiros Mura; e, em 21 de agosto, a Tradicional encerra o calendário na capital para que as equipes sigam rumo à arena principal do Parque do Ingá.
Enredos de ancestralidade, cosmogonia e alertas ambientais
A disputa de 2026 em Manacapuru será marcada por enredos profundos, avaliados em quesitos como harmonia, originalidade e alegorias. A Flor Matizada abre a programação na sexta-feira (28/08) com o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, propondo uma jornada entre tempos por meio dos saberes originários. O presidente da agremiação, Alexandre Queiroz, comemorou o apoio estadual, pontuando que o recurso assegura a superação artística em todas as etapas dos galpões à arena.
No sábado (29/08), a Guerreiros Mura busca o título apresentando o espetáculo “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, focado nas raízes mitológicas e na relação indígena com a natureza. O presidente Renato Teles agradeceu a oportunidade de lançar o festival no palco histórico do Teatro Amazonas e avaliou o crescimento constante da festa nos últimos anos com a ampliação dos recursos governamentais.
Encerrando as apresentações no domingo (30/08), a atual campeã Tradicional leva à arena o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, um alerta visual sobre a degradação ambiental e a defesa dos povos da Amazônia. Seu presidente, Magal Pinheiro, afirmou que a agremiação vai disputar o bicampeonato com força máxima em 2026, apostando que o novo investimento estadual proporcionará o maior festival da história de Manacapuru.