BRB corre contra o tempo para explicar rombo bilionário ao Banco Central

BRB Foto: Paulo H. Carvalho. BC Foto divulgação/ BC

O Banco de Brasília (BRB) precisa entregar até esta sexta-feira (6) ao Banco Central um plano detalhado para recompor ao menos R$ 5 bilhões do seu balanço patrimonial. A exigência ocorre após operações financeiras envolvendo ativos do Banco Master, que acabou liquidado em meio a suspeitas de irregularidades, fragilizarem a estrutura de capital da instituição pública.

A medida busca reforçar a solidez do banco e evitar abalos à confiança do mercado financeiro. Caso o plano seja aprovado pelo Banco Central, o BRB terá até seis meses para executar as ações propostas. Parte das medidas pode depender de aval político, já que o Governo do Distrito Federal, acionista majoritário com cerca de 72% do capital, poderá ser chamado a participar diretamente da recomposição.

Entre as alternativas estudadas estão a criação de um fundo imobiliário com ativos do DF, a contratação de empréstimos com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aportes diretos dos controladores. O governo distrital já sinalizou disposição para usar patrimônio público como forma de reforçar o capital do banco, se necessário.

Apesar do cenário de pressão, técnicos avaliam que não há risco imediato de falência ou liquidação do BRB, justamente pelo respaldo do controlador público. Ainda assim, o banco está sob escrutínio após ter destinado bilhões à compra de carteiras de crédito do Banco Master, operações que agora são alvo de investigações da Polícia Federal e de acompanhamento rigoroso das autoridades reguladoras.

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