
A União Europeia passou a adotar, a partir desta sexta-feira (10), um novo sistema de controle de fronteiras que muda a entrada de turistas no continente. A medida substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registro biométrico dos viajantes.
O modelo vale para quem entra ou sai do Espaço Schengen, que reúne a maior parte dos países europeus. A nova tecnologia coleta dados como foto facial, impressões digitais e informações básicas do documento de viagem.
Na prática, turistas que viajarem pela primeira vez após a implementação deverão utilizar totens de autoatendimento para escanear o passaporte e preencher os dados exigidos. Apesar de o sistema já estar em fase de testes desde 2025, agora passa a operar de forma integral em todos os pontos de entrada.
Neste início, a expectativa é de filas mais longas em aeroportos e fronteiras terrestres, já que será necessário realizar o cadastro inicial. A tendência, no entanto, é de que o processo se torne mais ágil nas próximas viagens, com os dados já armazenados.
O sistema abrange 25 países da União Europeia, além de Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Irlanda e Chipre ficaram fora da mudança e mantêm o modelo tradicional de controle migratório.
As informações coletadas incluem dados pessoais, registros de entrada e saída, além de possíveis recusas. Esses dados poderão ser armazenados por até três anos e compartilhados entre autoridades migratórias e de segurança, como parte de uma estratégia para reforçar o controle de fronteiras e combater a migração irregular.









