
O Brasil alcançou o melhor desempenho de sua história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avalia políticas de dados abertos no setor público. No levantamento mais recente, o país passou a ocupar a 8ª posição entre 41 nações analisadas, com pontuação de 0,70 em uma escala que vai de 0 a 1.
O resultado faz parte da nova edição do OURData Index (Open, Useful and Re-usable Data Index), ranking internacional que mede o grau de abertura, acessibilidade e reutilização de dados governamentais. Com esse desempenho, o Brasil aparece como o país latino-americano mais bem colocado, além de superar a média dos integrantes da OCDE em cerca de 32%, segundo dados divulgados pelo governo federal.
O índice avalia três dimensões principais das políticas de dados abertos: disponibilidade das informações, acessibilidade e incentivo ao reuso dos dados públicos. Nos dois primeiros critérios, o Brasil apresentou resultados mais elevados. A pontuação em disponibilidade chegou a 0,78, enquanto o indicador de acessibilidade atingiu 0,74.
No pilar que mede o suporte ao reuso das informações públicas, o país registrou 0,57 ponto, ainda acima da média da OCDE, que ficou em 0,40. De acordo com o governo federal, o avanço reflete iniciativas voltadas à ampliação da transparência e à publicação de bases de dados em formatos abertos e reutilizáveis.
O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o resultado indica avanço na agenda de governo aberto e na ampliação do acesso às informações públicas. Segundo ele, a disponibilização de dados contribui para fortalecer o controle social, estimular a inovação e apoiar a formulação de políticas públicas.
A Política Nacional de Dados Abertos, coordenada pela CGU, completa dez anos em maio e tem como principal ferramenta o Portal Brasileiro de Dados Abertos. Atualmente, a plataforma reúne mais de 15 mil conjuntos de dados produzidos por órgãos federais e parceiros, disponibilizados em formatos abertos e legíveis por máquina.
Entre 2022 e 2025, o número de bases publicadas cresceu cerca de 50%, passando de 10.447 para mais de 15 mil conjuntos de dados. O portal também ampliou seu alcance e já reúne mais de 100 mil usuários, segundo informações do governo federal.
Nos últimos anos, ações de capacitação e integração entre órgãos públicos também têm impulsionado a cultura de dados abertos no país. Desde 2023, a Semana Dados BR promove atividades voltadas à difusão do uso de dados e já alcançou mais de 40 mil participantes.
Criada em 1961 e sediada em Paris, a OCDE reúne atualmente 37 países, entre eles algumas das principais economias do mundo. O Brasil é parceiro da organização desde 2007 e mantém interesse em tornar-se membro pleno, processo que segue em análise internacional.









