Brasil iguala Argentina no topo histórico da Libertadores após título do Flamengo

Foto: Conmebol/Divulgação

O tetracampeonato conquistado pelo Flamengo neste sábado (29), no Estádio Monumental de U, em Lima, recolocou o Brasil no topo da Copa Libertadores da América. Com a vitória sobre o Palmeiras, o país chegou a 25 títulos, igualando a marca histórica da Argentina, que liderava isolada desde o fim da década de 1960. A conquista também consolida a hegemonia recente dos clubes brasileiros, que já somam sete troféus consecutivos na competição.

A trajetória até esse equilíbrio foi construída ao longo de seis décadas. Em 1963, com o bicampeonato do Santos, o Brasil igualou o Uruguai, então referência inicial do torneio. Porém, nos anos seguintes, o domínio argentino cresceu com as campanhas de Independiente, Racing e Estudiantes, colocando os “hermanos” como líderes isolados. O cenário só começou a mudar nos últimos anos, com o forte desempenho dos clubes brasileiros, especialmente após 2019.

Mesmo com a igualdade em número de títulos, os maiores campeões da Libertadores continuam sendo da Argentina. O Independiente permanece no topo, com sete conquistas, seguido por Boca Juniors (seis) e o tradicional Peñarol, do Uruguai, com cinco. O Flamengo agora integra o grupo dos tetracampeões, ao lado de River Plate e Estudiantes, consolidando sua posição entre os grandes do continente.

O Brasil, entretanto, domina quando o critério é diversidade de campeões. São 12 clubes diferentes que já levantaram a taça, contra oito da Argentina. No recorte por cidades, Buenos Aires segue na liderança, com 13 títulos somados por diversos clubes locais. Avellaneda aparece logo atrás, enquanto o Rio de Janeiro, impulsionado pelo título rubro-negro, alcançou São Paulo, somando agora sete conquistas cada.

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