
O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo (11) no Globo de Ouro 2026. O longa “O Agente Secreto” conquistou dois dos principais prêmios da cerimônia — melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme dramático — e garantiu ao Brasil, pela primeira vez, duas estatuetas em uma mesma edição do evento.
Protagonista da obra, Wagner Moura venceu na categoria de melhor ator em drama, tornando-se o primeiro brasileiro a alcançar esse reconhecimento. Emocionado, o ator destacou a força simbólica do filme e a conexão da história com a memória coletiva do país. “É um filme sobre memória, trauma e valores que atravessam gerações”, afirmou, dedicando o prêmio ao público brasileiro.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” é ambientado nos anos 1970 e acompanha um professor universitário que retorna ao Recife para reencontrar o filho em meio aos riscos impostos pela ditadura militar. A narrativa intimista e política foi apontada como um dos grandes destaques da temporada internacional de premiações.
Além do prêmio de atuação, o longa levou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa, feito que o Brasil não alcançava desde 1999, com “Central do Brasil”. Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho celebrou o momento do cinema brasileiro e dedicou a vitória aos jovens realizadores, reforçando a importância de continuar produzindo filmes autorais e relevantes.
“O Agente Secreto” chegou à premiação com três indicações e perdeu apenas na categoria de melhor filme dramático. Ainda assim, a consagração dupla consolidou o longa como um marco recente da cultura nacional e reafirmou a força do Brasil no cenário audiovisual internacional.
A vitória repercutiu como símbolo de um novo momento do cinema brasileiro, celebrado não apenas pelos prêmios, mas pela projeção global de histórias, artistas e temas que dialogam com a identidade, a memória e os desafios do país.









